Juliana Matsumura
  • Um corpo no mundo
  • De dentro, através, tempo
  • Ancestral Fever
  • A casa + Sombra no olho + by no means it lies on the surface
  • Fulgor
  • From then on
  • Corpo-Névoa
  • Terra Transiente
  • Kawa-Kami
  • Transience I & II
  • Untitled + Rocha-Ígnea
  • Surgit
  • Janela
  • Contaminação I
  • Monotipias 2016-2017
  • Monotipias 2018-2019
  • Monotipias 2020-2021
  • TEXTOS
  • SOBRE
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  Juliana Matsumura

From then on
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2021-2022

"The Crypt" Exhibition view at DUPLEX Air
The Crypt
Exposição pop-up individual na Duplex AIR, durante o Lisbon Art Weekend 2022, curadoria de Isabel Cassey



Crypt: uma câmara subterrânea ou abóbada (normalmente sob uma igreja) usada como local de sepultamento, capela ou para guardar relíquias e outros itens sagrados. Origem - do grego kruptos, que significa «escondido».


The Crypt é um projeto que reúne o trabalho de Juliana Matsumura num espaço subterrâneo - ambíguo, mas autoritário - revelando e criando harmonias e dissonâncias entre as obras e o local. Regidas pelo processo, as monotipias aqui apresentadas surgiram da compressão contínua da prensa de gravura. Através de um processo complexo e experimental de camadas, diferentes tipos de papel, tecidos, plásticos e materiais naturais são reunidos, contidos numa única superfície. As imagens resultantes contêm uma combinação sedutora de profundidade, camadas e textura, sendo simultaneamente objetos táteis e janelas visuais. As qualidades formais do trabalho remetem para um interesse pela natureza e pela espiritualidade, abraçando a transformação e rejeitando significados fixos. Círculos definidos pulsam para dentro e para fora, suavemente rompidos por camadas de linhas, formas e texturas orgânicas. Estão em constante mudança, em constante evolução, escapando aos limites da representação concreta. Nas suas próprias palavras, «o meu trabalho não é sobre representar algo, mas revelar o que está oculto». Como intermediária no processo, a prensa de gravura estabelece o acaso e a surpresa como condutores necessários na criação da obra. O inesperado é abraçado, permitindo que os materiais sugiram formas por si mesmos. As obras resultantes podem ser melhor descritas como meditações alquímicas, conjuradas a partir de um processo técnico experimental e inovador, há uma magia na forma como as imagens ganham vida. O ocultamento e a revelação trabalham em conjunto.

Isabel Cassey
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(trad. Juliana Matsumura do Inglês)

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